Minhas formas de expressão

A COSTURA
AS MANUALIDADES

Que criança não ama brincar com argila?!

Poisé, eu sempre fui a criança que preferia a massinha,  os lápis e canetas  do que os videogames e gameboys. Minha mãe diz que, desde muito nova, eu  brincava com argila fazendo porta recados, e outros objetos mais utilitários hahah

A verdade é que eu sem me encantei pela possibilidade de trazer pro mundo ideias que só existiam na minha cabeça, e nisso eu buscava saber como as coisas eram feitas, pra poder fazer a minha versão delas.

Ao mesmo tempo que fazer tais manualidades me causa uma sensação meditativa de atenção e desprendimento da "realidade",  enquanto dou forma à fluidez.

 

Meu contato com a costura foi tão cedo quanto com com o desenho...

Minha vó Juracy criou as 5 crias (3 mulheres e 2 homens) com o dinheiro da pensão do meu vô (após ele falecer, construindo a Nova Capital) e o que fazia "costurando pra fora", como dizia. Então desde muito nova brincava na garagem que era o ateliê de minha vô.

Sempre achei incrível como ela conseguia transformar um amontoado de tecido, papel e linhas em peças de roupas.

Foi então no meio de revistas de molde que cresceu meu amor por essa forma de expressão tão maravilhosa e efêmera que é a moda. Tema que me direcionou boa parte do meu caminho até aqui.

Em 2014 retornei a São Paulo, para cursar Têxtil e Moda (TM para íntimes)na EACH -USP. E foi então  que pode me debruçar mais sobre essa forma de expressão tão entrelaçada com a história da humanidade. Nessa época também tive a oportunidade de fazer cursos como de Visual Merchandising, Corte e Costura (Senac) que só me encantavam ainda mais o fato de como o "se vestir" diz sobre nós mesmes e como nos colocamos nos espaços.

Até hoje tenho como dissociável de mim, vestir uma roupa e pensar no que eu quero que ela diga sobre mim. 

Sou muito grata por ter convivido com Dona Juracy, que despertou esse olhar especial para algo tão deliciosamente cotidiano, que nos incentiva/permite criar constantemente, tanto quanto uma garota troca de roupa.

 
O DESENHO

Meu primeiro contato com o desenho com certeza foi dentro de casa, com meu pai. Nunca fomos muito próximos, mas lembro das maletas de materiais "proibidos" ... Nós sempre tivemos lápis e papel disponíveis a qualquer momento em casa, mas os lápis de grafite macio e apontados no estilete só tiveram autorização para serem "curiados" depois de uma certa idade. 

As lições de proporção, luz e sombra foram passadas quase que por osmose dentro de casa, ainda mais por que fomos criados por minha mãe Valéria, que sempre fez questão de nos levar em exposições, espetáculos e museus sempre que possível; de modo a criar esse hábito insaciável pela arte, seja lá o canal pelo qual ela é expressa.

O DIGITAL
 

Mergulhei no digital no ano de 2020, quando finalmente consegui ver sentido em desenhar numa tela.

Sempre tive dificuldade em desenhar com o mouse e ver o desenho se formar na tela na minha frente; foi usando o tablet de um amigo que realmente me encantei pelo mundo da ilustração digital. Foi então que fui atrás de conseguir o equipamento e de estudar como melhorar  essa mais nova forma de expressão.

Todo meu percurso de aprendizado da ilustração digital e motion foi um caminho solitário e autodidata.

 

Acompanhando algumas ilustradoras, testando e perdendo alguns arquivos, descobri alguns dos infinitos recursos que o digital nos dá para materializar ideias -talvez não tão material assim, né?

Como o mundo digital está em constante evolução, acredito que sempre terá novas coisas para desbravar nessa plataforma de criação, então estou sempre estudando

 

E uma das coisas que mais me empenho, é para passar o que sei para frente, para que outras manas se sintam a vontade para se desafiar nessa forma de expressão riquíssima.

A MAQUIAGEM

Minha expressão na maquiagem veio de forma mais intensa, como um grito de resistência num período  da minha vida em que estava sendo silenciada de muitas maneiras, inclusive no meu modo de me vestir. 

Somado ao período pandêmico, em que só víamos os olhos das pessoas, o único modo que achei para ser eu mesma e berrar minha criatividade diariamente, foi por meio dos meus delineados mirabolantes.

 

Houve um período em que a única coisa que animava meu dia era poder desenhar o que eu quisesse na minha cara, para me sentir um pouco mais viva no meio do caos.

Assim como minhas roupas, a maquiagem que uso é uma maneira deu dizer tudo aquilo que não consigo (nem conseguiria) em palavras. 

Aqui no site você encontra o resultado da união dessas formas de expressão, em peças únicas ou em séries limitadas (como é o caso dos prints).

Conheça um pouco mais minha produção!